Triagem Neonatal

Triagem Neonatal para AME

Com a recente incorporação de tratamentos farmacológicos ao SUS, torna-se urgente discutir a triagem neonatal para AME. Isso porque, como a doença é degenerativa, todos tratamentos farmacológicos desenvolvidos ou em fase de desenvolvimento apresentam um resultado tanto melhor, quanto mais cedo se inicia o tratamento na criança. O padrão outro de resultados dos tratamentos ocorre quando a criança inicia o tratamento na fase pré-sintomática, ou seja, antes de manifestar os sintomas da doença.

Portanto, tendo em vista que o tratamento já é fornecido pelo SUS para ame tipo 1 e está em análise para outros tipos como ame 2 e 3, é importante discutir maneiras de como obter os melhores resultados possíveis para estas crianças. Se iniciado na fase pré-sintomática, esta criança terá grande potencial para desenvolver uma vida normal e produtiva, sem ter ao longo de sua vida intercorrências ou limitações que poderiam representar outros custos ao sistema público de saúde.

Em maio de 2021 foi sancionada a lei que amplia o número de doenças detectáveis no teste do pezinho e nesta ampliação a AME também foi contemplada. Vale lembrar que este foi um passo importante, mas a jornada em busca da efetivação dessa política pública ainda não terminou. A edição da lei, por si só, não faz com que a partir de agora as doenças contempladas na lei já passem a estar no Programa Nacional de Triagem Neonatal. O Ministério da Saúde deverá regulamentar a lei e efetivar a implantação de todas as etapas. É preciso seguir o trabalho até o fim. Continuaremos trabalhando, enquanto sociedade civil, até o dia em que todos os nascidos vivos no Brasil tenham esse direito conquistado.

 

Veja abaixo o Policy Paper e o vídeo sobre a importância da Triagem Neonatal para AME:

Clique aqui e leia o Policy Paper na íntegra.

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